terça-feira, 24 de abril de 2012

Resultado da Primeira Enquete

Ao longo do mês de abril, realizamos uma enquete sobre psicoterapia. As pessoas respondiam a pergunta: "Você já fez psicoterapia?".
Trago para vocês o resultado: Tivemos 55% que responderam já terem feito uso do serviço e ficaram satisfeitas com os resultados; 22,50% não fizeram por inviabilidade financeira e 22,50% não fizeram por considerar o tratamento desnecessário.
Desta forma, tivemos 55% de votos favoráveis à prática da psicoterapia, concluindo assim, que esse tratamento é de suma importância para uma melhor qualidade de vida.
O fato de termos dois votos de pessoas que não fizeram por ser inviável financeiramente sinaliza que as pessoas gostariam de ter acesso ao serviço de psicologia clínica, fazendo-nos supor que elas reconhecem a importância de tal tratamento.
Esperamos que todos tenham gostado dessa nossa primeira enquete e convidamos para que participem das próximas.
Um abraço
Thatianny Moreira

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Palmada funciona?

Semana passada, no jornal do meio-dia da Rede Globo, mais uma vez, foi exibida uma reportagem sobre se a palmada tem ou não tem valor educativo.
Muitos pais ainda têm dúvida com relação a este assunto e nos procuram para obter esclarecimentos.

A grande verdade é que, na atualidade, os pais estão aflitos em como proceder em relação a uma série de assuntos no que diz respeito ao seu relacionamento com os filhos. Aponto aqui algumas possíveis variáveis que certamente, ao se intensificarem ao longo dos anos, tornaram o processo educativo mais complexo tais como: uma maior ousadia dos traficantes nas proximidades das escolas vendendo drogas, o aumento do índice de violência, competitividade acirrada, dentre outras.
Ademais, se antes a prática da palmada (e não apenas ela, mas também o uso do cinturão, do caroço de milho nos joelhos, etc.) era algo visto com naturalidade; hoje, temos não apenas a reprovação como a punição para os excessos na prática da educação pais x filhos. Excessos esses que são fiscalizados pelo Conselho Tutelar que atua em prol da proteção infanto-juvenil.

Mas o que quero frisar não é atuação do Conselho Tutelar ou mesmo a prevalência dos direitos humanos. Quero enfatizar que a autoridade não é exercida sob o império do medo. A autoridade é exercida sob o reinado do respeito. Numa relação saudável o que deve prevalecer é o respeito mútuo entre os sujeitos envolvidos. É com diálogo, acima de tudo, que se resolve todo e qualquer conflito.
É plenamente possível que seu filho compreenda o que você está querendo dizer. Basta usar uma linguagem compatível com a dele. A criança tem o nível de inteligência necessário para obter uma compreensão do que está sendo transmitido. Por isso, basta explicar as razões de uma determinada regra que você quer que faça parte do seu contexto familiar.

No lugar da palmada, use o diálogo e, se for necessário, adote o castigo. O castigo deve estar associado com a regra descumprida. Precisa ser algo que a criança ou o adolescente valorize e que faça diferença no dia-a-dia. Mas muito mais importante que isso tudo é que ele entenda a verdadeira razão do pai ou da mãe terem adotado uma postura específica e disto extraia uma lição, um aprendizado.
E para finalizar, quero esclarecer que a Psicologia não surgiu para retirar a autoridade dos pais. Pelo contrário, ela se desenvolveu com o intuito de ser uma aliada no processo de busca de soluções para os conflitos existentes nas relações. Ressaltei este aspecto, pois algumas pessoas têm a impressão equivocada de que a Psicologia “baixou um decreto” proibindo os pais de darem palmadas em seus filhos. Tal fato pode ter sido gerado de uma comunicação mal realizada pela própria Psicologia.

Mas, deixando isso de lado, o que observamos é que o sentimento de culpa, de remorso que advém no coração de um pai e de uma mãe, ao açoitarem seus filhos, é algo de difícil libertação. E a mensagem que podemos extrair ao avaliar essa situação é que: tentando resolver um problema, outro está sendo gerado: o arrependimento dos pais.  Se o resultado obtido é um mal-estar, então, só podemos concluir que a palmada não é o caminho para uma educação saudável e eficaz.

Uma boa semana!
Thatianny Moreira

terça-feira, 17 de abril de 2012

O que é um transtorno obsessivo-compulsivo?

Há poucos dias, fui abordada por uma senhora desconfiada e temerosa de que sua filha estivesse com transtorno obsessivo-compulsivo.
Ao solicitá-la para descrever o comportamento da filha, percebi que o “diagnóstico”, traçado pela mãe, não estava correto e que, caso eu não a alertasse, ela poderia ficar por mais alguns dias em estado de aflição com relação ao estado de saúde da filha.

Da mesma maneira que esta senhora, muitas outras pessoas se autodiagnosticam com base em informações do senso comum que são completamente distorcidas, superficiais e incompletas, mas que podem causar uma verdadeira confusão emocional, levando o indivíduo ao desespero e, por vezes, à tomada de atitudes autônomas, porém, perigosas, como, por exemplo, a automedicação.
Aliás, a prática da automedicação tem se tornado cada vez mais comum, causando uma série de problemas, já que muitos dos remédios usados no tratamento de tais transtornos acarretam efeitos colaterais que podem deixar o sujeito ainda mais amedrontado. Por isso mesmo, a passagem por um consultório médico é indispensável para uma correta e segura avaliação.

Os transtornos obsessivo-compulsivos são caracterizados por uma repetição voluntária de ações, porém sem justificativa plausível por parte da pessoa. Essas repetições são uma espécie de ritual. São atos motivados por razões infundadas, sem lógica alguma, sem coerência com a realidade. As repetições são realizadas com o intuito de afastar os pensamentos ruins que invadem a mente. As obsessões estão relacionadas com os pensamentos, ideias ruins que atormentam mentalmente o paciente. Já as compulsões estão associadas aos comportamentos repetitivos. É como se a uma obsessão (mental) correspondesse uma compulsão (comportamental).
A pessoa acometida por esse transtorno não consegue interromper os impulsos que a conduzem a repetir os atos, sentindo-se impotente e, muitas vezes, constrangida.
A sensação de impotência em relação a não ser capaz de intervir na situação e bloquear o ciclo repetitivo gera um sofrimento psíquico intenso na pessoa que se vê cada vez mais com a autoestima prejudicada. Outra característica desse transtorno está no fato do sujeito não ter uma explicação racional e coerente para realizar as ações obsessivo-compulsivas. Exemplo disto é a pessoa que acredita que deve concluir sua caminhada com passos em números pares, senão, algo trágico irá acontecer com ela; lavar várias vezes as mãos antes de sentar-se à mesa, pois, caso contrário será acometido por uma invasão de vermes.
Além do enorme sofrimento psíquico, o cotidiano daquele que tem tal transtorno fica comprometido, já que a execução de determinados comportamentos repetidas vezes faz com que muito do seu tempo seja perdido, atrasando-a em seus afazeres, atividades profissionais.

Pessoas com transtorno obsessivo-compulsivo devem ser submetidas à psicoterapia e tratamento medicamentoso, já que estamos nos referindo a um transtorno mental. Está inserido entre os chamados transtornos de ansiedade e, por esta razão, são geralmente usados ansiolíticos no tratamento. É feito também o uso de anti-depressivos, como a sertralina, a fluoxetina, a paroxetina.

Os sintomas não desaparecem com rapidez, podendo levar até mesmo 12 semanas para apresentar algum resultado. Mas o tratamento não deve ser abandonado.

Quer aprender de uma forma mais educativa o que é transtorno obsessivo-compulsivo? Assista ao seriado americano Monk. É um bom exemplo! Monk é um detetive extremamente detalhista e com mania de limpeza.

Desejo que esses breves esclarecimentos o ajudem a afastar conclusões precipitadas e equivocadas.
Até breve.
Thatianny Moreira

domingo, 15 de abril de 2012

Cantadas: A arte da paquera?



As cantadas são pura e simplesmente um instrumento de sedução ou será que elas não são também uma forma de fazer seu marketing pessoal? Com esse intuito A Revista.AG do Jornal A Gazeta, de Vitória-ES, convidou-me para uma entrevista sobre o tema. Confiram a reportagem e descubram quais cantadas não podem fazer parte do seu repertório. Para aumentar o tamanho da fonte, basta clicar, simultaneamente, as teclas CTRL e +

sábado, 14 de abril de 2012

Você está preparado para morar sozinho?


Acima, trago para vocês reportagem publicada no Jornal Notícia Agora, de Vitória-ES, resultante de entrevista realizada comigo a respeito do nível de maturidade que os jovens têm para morarem sozinho, bem como dicas de como preparar-se para essa nova etapa da vida tão importante para o alcance de uma maior autonomia em nossas ações do cotidiano. 
Para aumentar o tamanho da fonte, basta clicar, simultaneamente, as teclas CTRL e +
                    

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Campo Minado

Hoje, quero abordar um assunto que, simbolicamente, denomino de “campo minado”.

Vocês já devem ter ouvido falar das minas que os exércitos, em guerra, “plantam” em terrenos com o intuito de funcionarem como armadilhas ao exército inimigo. Existem até mesmo especialistas habilitados a removerem essas minas, desativando-as. Ao desativá-las, o perigo de ocorrência de mais mutilações é eliminado.

Muitas são as vítimas resultantes desse ato monstruoso que o ser humano pratica contra seus próprios semelhantes. Diversas pessoas tornam-se inválidas em decorrência dos conflitos travados entre países.

Pois bem; posso afirmar, numa linguagem metafórica, que alguns indivíduos fazem isso consigo mesmos psicologicamente falando. Faço tal afirmação em virtude do que observo na minha prática como psicóloga clínica.

Às vezes, tornamo-nos inimigos de si mesmos. Aprontamos armadilhas direcionadas contra nosso próprio peito. Ativamos minas que sabemos que vão explodir, mas ainda assim, colocamo-las: no nosso habitat, no nosso espaço, no nosso ambiente. E o que é mais preocupante: esquecemos que nós mesmos quem as ativamos.

Para interromper esse ciclo vicioso de boicote contra si mesmo, precisamos:
      a)      Primeiro, assumir que somos os responsáveis pela ativação das minas;

b)       Depois, precisamos ter coragem de ir até lá onde elas foram “plantadas” e desarmá-las.
Não devemos cultivar a ilusão de que outra pessoa vai fazer esse processo por nós. Até porque o outro não tem conhecimento do local exato onde eu as coloquei e nem muito menos o método que usei para implantá-las. Também não imagina por qual motivo foi “necessário” que eu as ativasse. Sim, porque, às vezes, temos a necessidade de criá-las (as minas) porque estamos em um processo de resistência no qual fugimos de coisas, pessoas ou situações das quais ainda não temos suporte para enfrentar. E colocando as minas, mantemo-nos à distância.

A psicoterapia pode nos ajudar a localizar essas minas; mas quem tem o poder para efetivar a desativação é você. Que tal começar a desarmar as suas?

Até a próxima!
Thatianny Moreira

segunda-feira, 9 de abril de 2012

O Psicólogo e o seu compromisso com a Ética:

A Ética diz respeito aos valores que são relevantes em uma determinada sociedade. Podemos dizer que ela nos serve como uma espécie de manual de comportamentos e práticas profissionais e sociais que devem ser adotados. Funciona como uma espécie de Estatuto onde são elencados princípios, regras, valores que norteiam a conduta das pessoas em comunidade. Versa sobre juízos morais adotados e referendados socialmente.

É tendo a Ética como referencial que as diversas categorias profissionais elaboram seus Códigos que elencam normas a serem obedecidas por aqueles que pertencem a uma dada profissão. Desta maneira, temos o Código de Ética dos Médicos, dos Assistentes Sociais, dos Servidores Públicos, do Advogado, etc.
Esses códigos abordam temas como: responsabilidades do profissional, princípios fundamentais, proibições no exercício da profissão, aplicação de penalidades e outros.

O Psicólogo também tem seu Código de Ética e deve pautar sua conduta tendo tal documento como referência básica. Toda a atuação do profissional da Psicologia deve tê-lo como base e ao infringir as regras nele estabelecidas deve ser penalizado.

O Código de Ética funciona como um verdadeiro instrumento de proteção daqueles que fazem uso dos serviços de Psicologia. Trata-se de um meio de defesa na luta pelos direitos dos usuários que se sintam, em alguma situação, lesados. Por isso mesmo é que é tão importante você conhecer o Código. Ele te proporcionará uma visão mais consciente de seus direitos como cidadão.

Dentre as vedações determinadas aos psicólogos temos: a indução a determinadas convicções políticas, religiosas, de orientação sexual, dentre outras. Em decorrência disso, o psicólogo não pode, por exemplo, induzir seu paciente a aderir religião A ou B e, portanto, não deve decorar seu consultório com objetos que influenciem na opção religiosa de seus pacientes.

O Psicólogo está proibido também de divulgar resultados de serviços psicológicos nos meios de comunicação, de modo a expor a intimidade das pessoas envolvidas, causando-lhes constrangimento.

O sigilo profissional é outro compromisso que o psicólogo tem para com seu paciente. Ele deve resguardar todas as informações dadas, por exemplo, pelo paciente em processo de psicoterapia, apenas podendo repassá-las quando autorizado pelo próprio paciente e, caso esse último esteja a colocar em risco sua vida ou a de terceiros.

Para aprofundar o tema em questão, sugiro que visitem o site do Conselho Federal de Psicologia: http://www.pol.org.br/pol/cms/pol/. Lá vocês encontrarão o Código de Ética do Psicólogo na íntegra na parte referente à legislação.

A gente se encontra em breve!
Thatianny Moreira