A necessidade de estar conectado
o tempo todo é um dos principais sintomas. Uma tempestade de estímulos invade o
cérebro e a pessoa não consegue organizar-se. A capacidade de concentração fica
prejudicada e o sentimento de cansaço é constante. A flutuação o humor também é
outro sintoma presente, bem como a dificuldade para contemplar as pequenas
coisas da vida, como por exemplo, apreciar uma paisagem sem preocupar-se com o
relógio.
O funcionamento hiperacelerado da
mente impede que a pessoa tenha condições de gerenciar seu próprio pensamento e
isto pode acarretar um comprometimento de seu rendimento intelectual. Então,
engana-se quem pensa que os indivíduos com SPA não sejam pessoas inteligentes.
Há inteligência sim!
A SPA atinge crianças e adultos.
É, por vezes, confundida com a Hiperatividade, mas são problemas diferentes.
Enquanto a hiperatividade tem fundo genético, a SPA não tem. A Hiperatividade
manifesta-se na infância, enquanto a SPA apresenta-se com o passar dos anos. Não
ocorrem alterações metabólicas na SPA. O que acontece no pensamento acelerado é
uma falha funcional e social. Esta falha pode ser corrigida com o uso de
técnicas usadas no tratamento psicoterapêutico.
Duas funções fundamentais para o
convívio em sociedade ficam afetadas na SPA: saber pensar antes de agir e saber
se colocar no lugar do outro (a famosa empatia). Pensar rápido nem sempre é o melhor. A pessoa
corre o risco de não fazer uma avaliação prévia das consequências advindas de
uma conclusão intelectual imediata.
Uma análise interessante a ser
feita, ao afirmarmos que a SPA é o Mal do Século, é a de que: as doenças não surgem por acaso.
Elas são frutos de determinadas épocas. Dependem do contexto para sua
proliferação, ou melhor, nutrem-se de elementos componentes do meio social em
vigência e se fortalecem através destes elementos. Se pararmos para fazer uma
reflexão, não há momento mais propício para o afloramento e intensificação da
SPA, já que o avanço tecnológico chegou como uma avalanche de informações que
devem ser adquiridas a todo custo.
Há algo muito importante a ser
dito: a velocidade do pensamento deve e pode ser controlada por você! É
possível desacelerar. Evite acessar redes sociais, responder e-mails, ficar
checando informações no computador ou vendo um filme de ação na televisão poucas
horas antes de deitar. Relaxe sua mente e prepare-a gradativamente para que ela
entenda que vai entrar num estado de repouso. Procure expor-se ao mínimo de
estímulos possível. Essa ideia propagada, aos quatro cantos do mundo, de que
somos capazes de realizar dezenas de tarefas ao mesmo tempo, não é a mais
saudável. Não há razões para buscar uma hiperexcitação. A não ser que você
esteja querendo ficar esgotado em um curto espaço de tempo.
Pensar é bom, mas pensar
excessivamente é algo que rouba a nossa qualidade de vida.
Aqui vale um conselho para os
pais: não superlotem o dia dos seus filhos com várias atividades que, muitas
vezes, nem mesmo você sabe a finalidade. Todos nós precisamos de tempo para
assimilar um estímulo. É com este tempo que iremos processá-lo em uma mensagem,
interpretá-lo. Não sufoque seus filhos com aquilo que você acha que é o melhor.
Deixe tempo para ele poder se sentir, conversar consigo mesmo, olhar para
dentro dele. É interessante conhecer o
mundo, porém, muito mais interessante é conhecer o mundo que existe dentro de
nós. Isto é o que nos dará ferramentas para sabermos administrar nossos
pensamentos!
Espero você em nosso próximo
texto!
Thatianny B. M. da Silva
Poxa, Thaty, acho q sofro um pouco desse mal. Obg. Bj ;) Waleska
ResponderExcluirÉ, Waleska. Acho meio difícil escaparmos deste mal no atual contexto que estamos. É algo que tem se tornado cada vez mais comum. Fico feliz por você ter lido meu texto.
ResponderExcluirÓtimo texto como de costume. Obrigado e parabéns!!!
ResponderExcluirObrigada, Benedito. Os textos são feitos com muito carinho.
Excluir